Arquivo de Abril, 2008

22
Abr
08

A cidade dos sonhos

Paris é das poucas grandes cidades europeias que não tem um clube de referência e de que se possa orgulhar.

Se olharmos para outras capitais, temos clubes com renome e história no futebol português. Podemos começar por Portugal e Lisboa (Benfica e Sporting), Madrid (Real Madrid), Barcelona (FC Barcelona), Milão (Inter e AC Milan), Londres (Arsenal), Amesterdão (Ajax), Munique (Bayern) e por aí…

O Paris SG foi formado em 1970 e em termos de história, o seu palmarés é reduzido, uma vez que tem 2 campeonatos (1986 e 1994), 7 Taças de França (1982, 1983, 1993, 1995, 1998, 2004 e 2006), 3 Taças da Liga (1995, 1998 e 2008) e 1 Taça de Vencedores de Taças (1996).

Ou seja, em pouco mais de 30 anos, o clube conseguiu crescer, e mercê do investimento que o Canal Plus fez, conseguiu contratar jogadores de classe mundial para fazer crescer ainda mais o seu estatuto.

No entanto, e sendo um clube recente, só agora as novas gerações se revêem um pouco no clube da capital francesa, não tendo assim uma massa de adeptos a nível nacional ou com força suficiente para dar uma alavanca no momento conturbado que vive.

Faltam 4 jornadas para o final do campeonato francês e o PSG está a 3 pontos do Lens, que é a equipa que está praticamente acima da linha de água. É curiosa a proliferação de ex-jogadores de futebol nos comandos técnicos das equipas francesas. No Lens, é Papin, no PSG, é Le Guen, no Bordeús, é Blanc e no Mónaco, Ricardo Gomes. É com eles que os clubes querem melhorar mas não conseguem. O Lyon está imparável e bem organizado.

O PSG está num caminho quase sem saída para a Primeira Divisão, ainda por cima com a demissão do Presidente, o ambiente não é o melhor para o clube de Pauleta. As indefinições são tantas, que o conjunto de bons jogadores, com um bom treinador, não consegue mais do que o 18º lugar da classificação.

Paris é conhecida como a cidade dos sonhos. Vamos deixar Le Guen sonhar e ver se o PSG se mantém. A bem do futebol francês…

19
Abr
08

Mais do que uma Região

A bandeira da Catalunha serve para espelhar aquilo que vai ser escrito. Hoje disputou-se o Barcelona – Espanyol, o derby catalão.

Se olharmos para a classificação em Espanha na temporada 2005/2006, ano em que o Barça ganhou a Champions e a Liga, o Espanyol lutava para não descer.

Em dois anos, o mundo do futebol, tão fértil em surpresas próprias de quem gere emoções, mudou e o Barça de então não é mais do que uma ridícula expressão de futebol do que é o Espanyol.

Curiosamente, e beneficiando da vitória na Taça do Rei, o Espanyol foi até à final da UEFA no ano seguinte (a época passada), só perdendo para um Super Sevilha na altura.

Hoje, jogava-se mais do que isso. O Barça necessitava de ganhar para ainda manter a dignidade e a esperança num título cada vez mais distante e perto de Madrid. O Espanyol ambicionava por um bom resultado na casa do maior rival. O resultado final foi de 0-0. Os “periquitos” conseguiram o objectivo. O Barça pode dar os parabéns aos futuros campeões, coisa que não fará alguma vez, por causa de uma região.

Essa situação é tão redutora que basta olharmos para os símbolos principais dos dois clubes: Puyol e Tamudo. Ambos catalães, ambos defensores dos seus clubes e ambos ligados umbilicamente a Barcelona, aos seus clubes e à sua região. É assim que se cultiva a mística de uma região onde Gaudi, Dali e outros pontificaram e agora o futebol mostra como se preserva a tamanha dedicação.

No final de temporada, é tempo de revoluções. Ronaldinho deixa o reinado que o consagrou duas vezes melhor do mundo. Outros seguirão o seu caminho, mas sempre com uma certeza. Sempre que houver um Barça – Espanyol, é certo que a Catalunha pára. Afinal, é o seu prestígio que está em jogo…

04
Abr
08

Cara Nova

Para ver se há inspiração…