Arquivo de Agosto, 2007

16
Ago
07

Um regalo de se ver…

Jesper Gronkjaer descobriu cedo a reforma.

Com 28 anos, optou pelo Copenhaga, certamente para estar mais perto de casa e da família.

No entanto, sempre que possível, o jovem que já tinha vindo a Portugal pelo Aalborg e na altura tinha dado nas vistas continua com as mesmas características: velocidade aliada a uma técnica invulgar, que possibilitam ao Copenhaga e aos dinamarqueses a observação da sua arte.

Na passada terça-feira, o pouco jogo que a sua equipa lhe colocou nos pés serviu para isso. Para nos contentarmos com a beleza do futebol nos pés dos verdadeiros artistas…

16
Ago
07

Sport Rui Costa e Benfica

A crónica já vem tarde, mas é sempre bem-vinda, especialmente depois de avaliar o que se disse quer no dia do jogo, quer no rescaldo do mesmo.

O Benfica vai ser este ano um caso sério de resistência à paciência dos seus adeptos, uma vez que para além de Fernando Santos não estar nas suas boas graças, o nível exibicional da equipa deixa muito a desejar.

A equipa encarnada apresentou-se com a sua vertente de losango no meio-campo, com Petit no vértice recuado, Katsouranis e Nuno Assis como médios-interiores e Rui Costa a 10, cabendo a frente de ataque a Cardozo e Bergessio.

Assim que se iniciou o jogo, foi notória a preocupação do Copenhaga em defender um resultado que lhe permita depois, no Parken seguir em frente na Champions League.

Com um 4-4-2 rígido, alto, um pouco tosco de pés, o Copenhaga aliou a sua compleição física a uma teia pronta a contra atacar, sempre que possível.

O Benfica tinha muito espaço entre linhas, nomeadamente no processo defensivo. Uma rotina que foi aprendida recentemente e que faz com que a transposição para o ataque seja feita com muito tempo, possibilitando assim ao adversário recuperar posições e defender.

Essa inexistência de transições rápidas deu ao Copenhaga o “luxo” de poder defender à zona, fechando espaços e tornando impossível movimentações esporádicas de ataque do Benfica.

Rui Costa foi de facto o homem do jogo. Não pelo pouco que jogou, mas pelo que jogou e fez: 2 golos, uma breve assistência para Cardozo e outra para Adu e a qualidade de passe que o define como jogador.

O Benfica precisa de ganhar mais consistência e sobretudo, alegria a jogar, para que os processos ofensivos sejam rentabilizados, caso contrário, no dia 29 fica a conhecer novamente a Taça UEFA…

13
Ago
07

Uma nova via

Se se confirmar a venda de Manuel Fernandes para o Everton, o Benfica irá enfrentar uma suposta boa época com um bom plantel, com uma época mediana e um bom plantel na mesma.

O problema que reside no clube da Luz é que não existe uma estratégia desportiva que seja seguida e delineada, a par dos resultados financeiros.

Se para os resultados financeiros florescerem, é preciso uma equipa realmente competitiva, isso não está a acontecer esta época, a não ser que quer Freddy Adu ou Yu Dabao marquem um golito na Champions League, havendo assim a possibilidade de se venderem pelo menos 1 milhão de camisolas.

O problema de gestão desportiva está associado muitas vezes a um pouco conhecimento do mercado, bem como da fraca avaliação de potencialidades e características de jogadores que possam encaixar nos modelos de jogo pretendidos pelos diversos treinadores.

Uma nova via é necessária no Benfica, já que parece um autêntico barco à deriva, sem comandante e indo ao sabor da maré.

Não é só em contratar jogadores, mas sim numa estratégia empresarial assumida, em que a envolvência dos resultados desportivos com os financeiros são vitais para um crescimento sustentado de um clube que esteve perto da falência.

É bom que ela apareça, para que a discussão seja profícua.