A crónica já vem tarde, mas é sempre bem-vinda, especialmente depois de avaliar o que se disse quer no dia do jogo, quer no rescaldo do mesmo.
O Benfica vai ser este ano um caso sério de resistência à paciência dos seus adeptos, uma vez que para além de Fernando Santos não estar nas suas boas graças, o nível exibicional da equipa deixa muito a desejar.
A equipa encarnada apresentou-se com a sua vertente de losango no meio-campo, com Petit no vértice recuado, Katsouranis e Nuno Assis como médios-interiores e Rui Costa a 10, cabendo a frente de ataque a Cardozo e Bergessio.
Assim que se iniciou o jogo, foi notória a preocupação do Copenhaga em defender um resultado que lhe permita depois, no Parken seguir em frente na Champions League.
Com um 4-4-2 rígido, alto, um pouco tosco de pés, o Copenhaga aliou a sua compleição física a uma teia pronta a contra atacar, sempre que possível.
O Benfica tinha muito espaço entre linhas, nomeadamente no processo defensivo. Uma rotina que foi aprendida recentemente e que faz com que a transposição para o ataque seja feita com muito tempo, possibilitando assim ao adversário recuperar posições e defender.
Essa inexistência de transições rápidas deu ao Copenhaga o “luxo” de poder defender à zona, fechando espaços e tornando impossível movimentações esporádicas de ataque do Benfica.
Rui Costa foi de facto o homem do jogo. Não pelo pouco que jogou, mas pelo que jogou e fez: 2 golos, uma breve assistência para Cardozo e outra para Adu e a qualidade de passe que o define como jogador.
O Benfica precisa de ganhar mais consistência e sobretudo, alegria a jogar, para que os processos ofensivos sejam rentabilizados, caso contrário, no dia 29 fica a conhecer novamente a Taça UEFA…